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Saiba escolher o melhor para cada ambiente: esmaltes base solvente ou base água

Grades, janelas e portões bem pintados e com brilho são sinônimo de um esmalte sintético de boa qualidade. Os esmaltes, que são considerados parte nobre da família das tintas, se diferenciam das tintas convencionais pelo brilho que têm e pelo nivelamento que deixam nas superfícies. Além, é claro, da proteção contra chuva, ventos e sol, comum em ambientes externos.

Carlos Eduardo Carvalho, gerente técnico da Rohm and Haas para área de tintas, explica que o nome esmalte significa alto brilho e durabilidade. “Um bom esmalte chega a ter 90% de reflexão ou mais, isto é, quase um espelho. O que define a qualidade de um esmalte sintético é a quantidade e tipo de polímero que ela possui. Quanto mais polímero, mais proteção e brilho”, conta Carlos Eduardo.

Mas quem já precisou aplicar um esmalte em casa, sabe que o odor é muito forte e, quando usado em ambientes internos, o cheiro demora até uma semana para sair, já que hoje a grande maioria dos esmaltes são base solvente. Atualmente, os esmaltes são divididos em duas categorias: o esmalte sintético base solvente - o mais comum de todos - e o esmalte sintético base água, que ainda não chegou com força total no mercado brasileiro, mas promete agradar os consumidores. “A diferença entre os dois tipos de esmalte está no tipo de polímeros utilizados. O base água, por ser fabricado em meio aquoso , faz com que não exale um cheiro forte nem agrida o meio ambiente. Inclusive os pincéis usados na hora da aplicação podem ser lavados na pia pois não há riscos de contaminação. O base água pode ser usado em qualquer lugar, inclusive em ambientes fechados, pois o odor não é forte. Já o esmalte base solvente, além de ter um cheiro forte, também agride o meio ambiente e a saúde com suas emissões aéreas e as sobras do produto merecem cuidados especiais para não contaminar água ou solo”, mostra o técnico.

Os esmaltes base água já são bem usados em locais como escolas e hospitais. Mas o mercado brasileiro ainda não oferece muitas opções do produto. “ Na Europa e nos Estados Unidos o uso dos base água é bem disseminada por possuirem pouco VOC – Concentração de Orgânicos Voláteis (solventes) – que são nocivos a saúde e ao meio ambiente. Aqui no Brasil, poucas marcas produzem esmaltes base água, mas a tendência do mercado deve mostrar que há público para isso”, acredita Carlos Eduardo.

Em 2002, o PQI – Paint Quality Institute – realizou uma pesquisa de opinião com consumidores sobre os produtos de baixo odor e baixo VOC´s e descobriu que existem segmentos que não se importam em pagar a mais para ter um produto amigo do meio ambiente, com as qualidades de um normal. “Os esmaltes base água são mais difícieis e mais caros de formular. Porém, quando pensamos em pintar nossas casas, preferimos escolher produtos que não agridam o meio ambiente nem a nossa saúde. A preocupação das pessoas existe, mas os fabricantes ainda não investiram nesse de mercado” mostra.

Jornalista Responsável: Cecília Etchecoin
MTB: 3963/16/PR

 
 

 

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